os primeiros tempos.

a beleza dos primeiros tempos é irrefutável. arco-íris, é tudo colorido, literalmente colorido.


ou como muito digo, a vida [não] é um mar de rosas.


muitas surpresas, todas elas boas. nesta fase mesmo o mau é suportável e de certa forma, bom. bom porque aprendemos mais sobre o outro, porque somos curiosos e tudo que queremos é saber o caminho para decifrar o enigma com que nos deparamos.


no início, metemos nas nossas mentes a imagem da perfeição, pensamos que talvez, - ou melhor, acreditamos, - que o estranho que acabamos de conhecer é melhor que aqueles que hoje conhecemos e outrora também foram-nos estranhos.


no início, temos paciência e mil e uma chances para dar, toleramos até o intolerável e como diz-se por aí: trabalhamos no deixa andar”

e é aí que reside o problema, afinal como podemos depois querer as pernas amputar a um ser que há muito deixou de gatinhar e hoje mal o passo conseguimos acompanhar?

como podemos escolher tapar a vista para depois exigir algo diferente do que temos estado a tolerar desde....


...os primeiros tempos?


ha, a beleza dos primeiros tempos não perdura, afinal de contas, até a cegueira tem cura!

©2020 by Larissa Daniel